Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens

Que sera sera

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O que queres ser quando fores grande? A pergunta mora na boca dos adultos e é repetida vezes sem conta. Mas nem por isso eles parecem estar preparados para a riqueza e diversidade das prováveis respostas. A última que ouvi foi esta, "quero ser músico na rua".







                                      
                                                              

A resposta do pequeno amante de " música na rua" desconcertou a gente crescida que ali estava. Apeteceu-me cantar-lhes assim,




                                    



Read more...

Edzer de Benvindo Fonseca

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Assisti na sexta- feira a um espectáculo da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo no nosso Olga Cadaval.


Perante uma sala completamente cheia, os bailarinos executaram duas peças. 
A primeira é uma coreografia de Patrick Delcroix e música de Arvo Part. A música lindíssima, assim como o bailado. Aqui vos deixo uma fotografia, a que serviu de cartaz ao espectáculo.



Mas o prato forte era a segunda peça, uma estreia absoluta de uma coreografia de Benvindo Fonseca, anterior 1º bailarino do extinto Ballet Gulbenkian. A peça, intitulada Edzer (palavra hebraica para "aquele que me olha nos olhos"), pretende retratar África.

Segundo o programa: "Trata-se de um olhar cosmopolita sobre uma África pessoal que não pode deixar de incluir a África da guerra, da fome e da miséria humana, mas que é também a África da pulsão vital da Alegria. Ambas fazem parte de uma mesma e complexa realidade, mas a segunda ajuda a ultrapassar a primeira."

Desenvolve-se com música das Batucadeiras de Netas de Nha Cabral, um conjunto de cerca de uma dezena de mulheres cabo-verdianas que, a partir de certa altura, entram em palco, tocando ali os seus batuques e cantando maravilhosamente.

Não tenho qualquer afinidade com a música ou a tradição africana, mas fiquei rendida à espectacular força daquelas artistas e dos seus batuques. Os bailarinos ganharam um ritmo, uma força contagiante, de um efeito cénico realmente magnífico. 

Que pena não ter fotografias para partilhar com os leitores.

Deixo esta, que encontrei no blog lisboa ballet contemporâneo, também de uma coreografia de Benvindo Fonseca, intitulada Makeba e dedicada às crianças de Moçambique.


Quem me dera saber dançar assim!
Foi um espectáculo magnífico, aplaudido de pé pela sala inteira.

Provavelmente será apresentado noutras salas pelo país - aqui terá sido uma estreia semi-privada. Era notório que muitos dos espectadores eram artistas e alguns deles conhecidos do grande público. (Fiquei aliás a pensar que eu e o meu marido teríamos sido os únicos a comprar bilhete...) 
Se virem o anúncio deste programa, não percam, é mesmo fantástico! Eu, por mim, adoraria ver novamente.

P.S. - Jantámos antes no G-Spot onde fomos, como sempre, muitíssimo bem servidos.

Read more...

Uma sugestão musical

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011




Saiu no fim de Dezembro este maravilhoso disco, cuja compra recomendo vivamente.
São três peças de música erudita especialmente compostas para crianças. A famosa história do Pedro e do Lobo, musicada por Prokofiev. Conta a história de um menino, o Pedro, corajoso e aventureiro, que, contra as ordens do avô, resolve abrir a cancela do jardim e ir até ao lago junto ao bosque. Aí, na companhia de alguns amigos, será visitado por um feroz lobo! Mas Pedro, cheio de coragem e de inteligência, conseguirá vencê-lo.
Cada personagem do texto (Pedro, avô, gato, pato, passarinho, lobo e caçadores) é representada por um instrumento e por um melodia: o Pedro pelas cordas, o avô pelo fagote, o passarinho pela flauta, o lobo pela tuba, etc., etc.
A música é lindíssima, a história engraçada e os miúdos vão-se deixando encantar.
A narração da Catarina Furtado está excelente, cheia de vida, conjugando-se perfeitamente com o texto e a orquestra.

A segunda peça é o Carnaval dos Animais de Camille Saint-Saens. Composto para divertir os amigos numa festa de Carnaval, trata-se de pequenas peças, cada uma representando um diferente animal. Especialmente bonita é a do cisne, tocado pelo violoncelo.
Pena não haver narração  nesta obra, o que nos obriga a consultar a informação no cd para ver de que animal se trata.

Por último, o guia de orquestra para jovens de Benjamin Britten. Aqui, retoma-se a narração de Catarina Furtado, explicando os diversos grupos e instrumentos de uma orquestra. Verdadeiramente pedagógico, para além de muito bonito.

A destacar, a nossa maestrina Joana Carneiro numa condução perfeita (parece-me) da Orquestra Gulbenkian. Que bem que está a tocar a nossa Orquestra Gulbenkian. Não fica atrás das melhores do mundo!

É um CD a não perder, para miúdos e graúdos. Eu tenho-o no carro e os meus filhos já sabem tudo de cor!

Read more...

Sugestões para o Festival de Sintra

sábado, 5 de junho de 2010

O Festival de Sintra já decorre. Não resistimos a fazer aqui algumas sugestões, ainda que com algum atraso, de que pedimos desculpa aos nossos leitores.

O programa completo não está no site do Festival, sendo necessário consultar um panfleto em papel. Obtive o meu no Centro Cultural Olga Cadaval.

O programa está dividido em três grandes áreas: música, dança e contrapontos.

Na música, pretendeu-se comemorar o bicentenário do nascimento de Schumann e de Chopin.


Frederic Chopin

Os recitais são dedicados quase em exclusivo a estes dois compositores românticos. E na romântica Sintra esta homenagem faz todo o sentido.

A título pessoal, prefiro música do século XX e parece-me que se adequa perfeitamente a Sintra, mas percebo a opção. Também é verdade que o Festival começou com Prokofiev, compositor do séc.XX,http://pt.wikipedia.org/wiki/Prokofiev

De entre estes recitais, parece-me que uma boa opção será o concerto já no próximo sábado, dia 5, no Palácio de Queluz. Aqui estará, para além do piano a cargo de António Rosado (pianista português de referência), o coro Gulbenkian dirigido por Fernando Eldoro. Interpretarão diversas peças para piano e piano e coro de Robert Schumann.

Para quem preferir desfrutar da magnífica paisagem de Sintra, sugiro o concerto do domingo pelas 17h na Quinta da Piedade. Aqui se ouvirá, em simultâneo com o chilrear típico do pôr-do-sol, Nelson Goerner (pianista argentino), tocando Chopin e Schumann.

À mesma hora, mas no sábado seguinte (dia 12), poderão ouvir-se algumas canções (lieder) de Schumann, agora na Regaleira. A Regaleira está também lindíssima. Não sei onde será o concerto, mas seguramente terá um fabuloso cenário.


Para quem referir música «cantada», esta opção é também boa.

Uma quarta sugestão será o concerto do Ensemble Mediterrain (clarinete, viola, violoncelo e piano) no dia 27 de Junho no Palácio Nacional de Sintra, pelas 19h. Mais uma vez, o programa é Chopin e Schumann, mas aqui varia-se um pouco do piano solo, com trios incluindo os outros instrumentos.

Ainda no âmbito da música, o festival contém, na vertente contrapontos, música sacra e uma gala de ópera. A primeira terá lugar na Igreja de S. Martinho, no dia 11 de Junho, pelas 21h30m. Ouvir-se-ão obras do séc. XVIII.

A Gala de Ópera estará a cargo da Orquestra Sinfónica e coro da Companhia Portuguesa de Ópera. De acordo com o programa, serão apresentados trechos de óperas famosas, assim como momentos divertidos de opereta e canção conhecidos de todos. Adivinha-se muito Verdi (Traviatta, Trovador, Aida), a Carmen de Bizet (a mais popular e a minha preferida), etc., etc..

Será no dia 3 de Julho, pelas 21h30m, no Largo Rainha D. Amélia, em frente ao Palácio Nacional, em pleno centro da vila.

Pessoalmente, cansei-me de ópera há uns bons anos. Quando era miúda,adorava. Devo ter ouvido a Traviatta centenas de vezes...ainda hoje sei de cor as letras das árias. Mas agora, perturba-me o excesso que a ópera representa. Com tanta representação, cenário, luz, cantores, guarda-roupa, história e legendas, parece-me impossível ouvir a música. O ano passado vi no S. Carlos a Elektra de Richard Strauss e não consegui, de todo, prestar atenção à música. Prefiro-a bem pura.

Ainda assim, parece-me que será um espectáculo bem interessante, pelo local e conteúdo. Porá com certeza as pessoas bem dispostas e a trautear músicas bonitas. Suponho que seja esta a razão para este espectáculo estar na vertente contrapontos. Pelo preço não é seguramente.

O Festival apresenta-nos, ainda, uma ópera – agora em versão integral – nos dias 2 e 4 de Julho, também no Largo Rainha D. Amélia, em frente ao Palácio. Trata-se da ópera de Donizetti, o Elixir do Amor. Agora tenho de confessar que não conheço esta ópera. Foi estreada em 1832, pelo que será romântica.

Para terminar, sugestões para crianças. É de louvar a existência de iniciativas específicas para os mais novos. É uma regra que se tem estabelecido nos programas culturais. Como é evidente, é óptimo para graúdos e miúdos.

Já este fim-de-semana há cinema infantil no Centro Cultural Olga Cadaval, pelas 16h. Serão visionados onze pequenos filmes de animação, por ocasião do dia mundial da criança.

Também no Olga Cadaval, irá a cena a ópera infantil de Claude-Henry Joubert, intitulada Tutti Fan Frutti, que conta a história de um concurso de televisão em que se procura um novo Mozart. Será um Ídolos mais erudito…É no dia 13 de Junho, pelas 16h, e tem direcção musical de Tiago Marques.

No dia 20 de Junho, há concerto para bebés na Quinta da Piedade, pelas 10h e pelas 11h30m. O concerto explorará a sonoridade própria da guitarra portuguesa.

A destacar mais dois eventos para os mais jovens. O concerto dos violinhos, jovens violinistas dos 3 aos 17 anos, que tocarão música de várias épocas e origens. No dia 27 de Junho, pelas 16h (Olga Cadaval).



Por último, a ópera infantil inspirado no conto de Sofia Mello Breyner Andersen, o Rapaz de Bronze, produzido inteiramente pelo Conservatório de Música de Sintra. No dia 4 de Julho, no Olga Cadaval, pelas 16h, será a minha vez de ouvir os meus filhos cantar!
Acho muito bem que as instituições do concelho sejam incluídas e privilegiadas em organizações locais. É uma oportunidade de se dar a conhecer e um estímulo extra para realizar um bom trabalho.

Muito mais haveria a destacar do programa do Festival. Chegou tarde, mas é um bom programa. Que claramente tenta – em tempos de crise e provavelmente com um orçamento reduzido – dar aos amantes de Sintra e da música, momentos inesquecíveis.

Obrigada aos responsáveis pela sua organização. Desejamos-lhes e ao Festival os maiores sucessos!

Read more...

Festival de Música de Sintra 2010 - onde está o programa?

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Entre os dias 28 de Maio e 4 de Julho realiza-se a 45ª Edição do Festival de Música de Sintra.
O Festival de Música de Sintra teve a sua primeira edição em 1957, tendo-se mantido como uma referência de bom gosto e originalidade na divulgação da música erudita em Portugal.

Conciliar a música de qualidade com os mais belos cenários de Portugal é realmente uma ideia brilhante, o bom gosto e a qualidade estética em uníssono.

A ideia terá sido da Marquesa do Cadaval, Olga Maria Nicolis di Robillant Álvares Pereira de Melo, ilustríssima figura da nossa vila.


No site da Câmara Municipal de Sintra, podemos encontrar esta informação sobre a importância da Marquesa no Festival: “Muito embora nunca tivesse assumido directamente a orientação artística do Festival de Sintra, a personalidade destacada da Marquesa de Cadaval, o seu espírito arrojado e os seus altos padrões de exigência artística pairaram sobre o Festival e inspiraram sempre os responsáveis pela sua organização.
Muitos artistas de craveira mundial foram trazidos ao nosso país por sua iniciativa pessoal, rasgando novos horizontes à cultura portuguesa – Mstislav Rostropovitch e Nikita Magaloff foram apenas dois exemplos entre tantos outros – e a sua figura tutelar manteve-se assim, durante décadas, como um apelo constante ao máximo empenho de todos na manutenção desse elevado padrão de exigência.”
A Marquesa morreu em 1996 e Sintra reconhecida deu o seu nome ao Centro Cultural, inaugurado em 2000.

Quando falo do Festival, ocorrem-me algumas memórias de miúda, imagens e sons que ficaram vivos após tantos anos. São recordações que revivo com a ajuda dos meus pais, que sempre me levavam consigo nestas deambulações culturais.

Lembro-me, por exemplo, de um concerto na Quinta de Piedade, propriedade da Marquesa. Julgo que era piano e orquestra, mas não recordo mais pormenores. Era adolescente, teria entre os 14 e15 anos. Embora tão longe, revivo perfeitamente a sensação de os passarinhos serem parte da orquestra.


Quinta da Piedade (vista de Galamares)

Eis a recordação do meu Pai: "O mais característico dos Concertos era o da Quinta da Piedade, da Marquesa do Cadaval – com a presença da própria Marquesa ainda bem viva (uma mecenas das artes que vivia habitualmente em Veneza!) e com a filha que, com a sua vontade férrea, comandava o acontecimento."

Lembro ainda um concerto de Chopin na Quinta do Vinagre, com dois pianos, um deles, tocado por Sequeira Costa. Foi um fim de tarde, estava aquele friozinho característico de Sintra. Era miúda, confesso que o tempo demorou a passar. No intervalo passeou-se no jardim, junto ao Rio das Maçãs, onde a água continuava a cantar. Era uma oportunidade para conhecermos por dentro a fabulosa Quinta do Vinagre,com aquele esplendor do requinte sóbrio entranhado na natureza e na ruralidade.


Quinta do Vinagre
(foto da Junta de Freguesia de Colares)

Inesquecíveis eram também os ballets em Seteais. Com o deslumbre do palácio como cenário, as peças românticas de Tchaikovsky ganhavam outro realismo.

Acessório absolutamente necessário era uma manta bem quentinha, sob pena de os pés e as mãos congelarem. Lembro-me de um ano em que os bailarinos tinham dificuldade em executar os passos por o palco estar húmido. Era notório que escorregavam. Mas era tão bonito...



Foto de Helena Afonso

Mais recentemente – o ano passado – assisti a um bailado (Maiorca) da companhia Paulo Ribeiro com os Prelúdios de Chopin tocados por Pedro Burmester. Foi uma estreia no Centro Cultural Olga Cadaval, um espectáculo visualmente muitíssimo interessante e que está em digressão nacional deste então.




A partir da edição de 2006, o Festival passou também a contar com a vertente Contrapontos, dirigida a um público diferente, contendo ofertas culturais diversificadas, a preços mais acessíveis.
Tudo isto nos deixa água na boca para a edição deste ano do Festival de Sintra. Como disse inicialmente, inicia-se a 28 de Maio e há um site a ele dedicado: http://www.festivaldesintra.pt/

Mas o site nada tem! Diz «programação a apresentar em breve» e limita-se a umas fotos que vão rodando.

O Chá de Sintra interroga-se sobre esta deficiente programação e divulgação de um marco cultural da Vila de Sintra.
Note-se bem: a 20 dias do início do Festival, o programa é desconhecido. Como é que se justifica esta ausência?
O ano passado foi notória, em alguns espectáculos, a falta de público. Mas, assim, é natural...

Read more...

Adoro a Primavera

terça-feira, 27 de abril de 2010

Adoro a Primavera. Bem pensando, adoro todas as estações no ano quando estão no princípio. Por isso, agora adoro a Primavera. Sobretudo depois do mais chuvoso, tristonho e enfadonho Inverno de há tantos anos.

Para a comemorar nada como a música e a poesia, de preferência juntas.

Rilke, Rainer Maria Rilke , um poeta do início do sec. XX, uma referência intemporal do bom gosto e da sensibilidade.

Estou a ler as Elegias de Duíno (na tradução de Maria Teresa Dias Furtado, editado pela Assírio & Alvim). Escritas no Castelo de Duíno, magnífico e imponente sobre o Adriático.



(o que deve ser difícil é não escrever poesia num sítio destes).

Eis a magnífica passagem n’ A Sétima Elegia sobre a Primavera:

“Oh! e a Primavera compreenderia -, não há recanto
a que não chegue o som da anunciação. Primeiro aquele
breve articular interrogativo, que no crescente silêncio,
um puro dia de afirmação vastamente envolve na sua mudez.
Depois subir degraus, os degraus do apelo, até ao sonhado
templo do futuro-; depois o gorjeio, fonte
que antecipa o jacto em ascensão
num jogo de promessas…”

Por coincidência (ou não) comprei a semana passada a Sagração da Primavera de Igor Stravinsky. É um bailado escrito por esta altura também, no início do sec. XX, estreado aliás em Paris em 1913, onde provocou um enorme escândalo na audiência conservadora do Teatro dos Campos Elísios. Tanto assim foi que passados meros 5m o caos instalou-se na plateia, impedindo os músicos e bailarinos de continuar. Engraçado imaginar uma cena destas num palco actual.
Hoje é um marco da música erudita e ninguém duvida da sua genialidade.

Devo confessar que é uma música que me fascina, como poucas outras. Tenho a sensação de estar num bosque com pássaros, veados, animais de toda a espécie, caçadores, trovões, brisas suaves. A natureza no seu esplendor, nascendo, renascendo, caótica, magnifica. Em simultâneo ameaçadora e deslumbrante.
(Bem sei que a história do bailado não é propriamente esta, mas outra, mas é de sensações pessoais, claro, que falo).

Lembro-me, quando mudei de Lisboa para Sintra, que uma das diferenças mais avassaladoras é o silêncio. O barulho da cidade é ensurdecedor, é puro ruído. Em Sintra aprendi verdadeiramente a ouvir – no silêncio.

E para terminar com o silêncio ensurdecedor da natureza, deixo umas fotos do meu jardim, a renascer nesta belíssima Primavera.


Maravilha, não?

Read more...

5ºAniversário da Casa da Música

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A Casa da Música, no Porto, é um daqueles lugares em que, quando entramos, nos apetece desde logo agradecer a sua existência!


Pela sua arquitectura e engenharia, acústica, jogo de luzes e, claro está, pela sua programação! O Serviço Educativo levado a cabo é invejável... A polémica à sua volta foi grande, mas a aposta está mais que ganha. Parabéns!

Sala Guilhermina Suggia, Auditório Principal




No âmbito das comemorações do 5º aniversário, criou-se o "Pulsing Heart", projecto interactivo, da autoria da Arquitecta Sofia Thenaisie. Consiste em estabelecer uma ligação entre as pulsações dos músicos, colaboradores e público que por ali passa, e a luz, recebida através de painéis solares.

O meu filho vibrou quando lhe mediram a pulsação, bem audível por todo aquele espaço, e percebeu que era ele quem determinava o ritmo da iluminação das duas colunas verticais que ali se encontram. Depois de terem ficado vermelhas, o simpático funcionário explicou-lhe que é como se "a Casa da Música fosse um coração luminoso"...

À noite voltámos, para assistir ao concerto de jazz de Dee Dee Bridgewater, num tributo a Billie Holiday. Embora não seja fã de Lady Day, confesso que gosto  muito de Dee Dee, senhora duma grande voz. E depois, esta era também uma forma de iniciar o meu filho num espectáculo de jazz. Também aqui a aposta foi ganha e a sua paixão pelo saxofone parece ter redobrado, depois de ouvir "o homem do saxofone", James Carter.

Uma vez no Porto, seria impensável não dar um pulo até Serralves...Deambulámos por uma interessante exposição de Lourdes Castro e Manuel Zimbro, intitulada "à luz da sombra", um jogo de sombras de pessoas e objectos, com resultados tão curiosos como fantásticos...
E, claro, passeámos por Serralves, onde apetece ficar sempre mais...


       campo de abelhas, com as colmeias ao fundo

A meio do passeio, e para temperar forças, recomendo uma paragem na casa de chá, onde uma simpática menina nos fez, na hora, uns deliciosos scones.

O Douro é, sem dúvida, a dádiva desta cidade e é sempre lindo...Assim, a Ribeira foi o local escolhido para o jantar.


Já agora, se lá forem e tiverem dúvidas quanto ao restaurante, não hesitem: entrem na "Filha da Mãe Preta". A comida é boa e o atendimento muito simpático, à moda do Porto...

Visita ao Porto não fica completa sem a habitual subida à Torre dos Clérigos e, no mínimo, um café no Majestic.


Desta vez, almoçámos mesmo, porque o meu filho não queria sair do Porto sem provar as famosas "francesinhas". Ainda que as eleitas sejam as do Café Santiago, junto ao Coliseu, estas são menos picantes para a criançada... e muito boas! Tal como o afável atendimento.

Como sempre, deixei para o fim, a obrigatória visita à Livraria Lello. Tal como no Majestic, a beleza e grandeza do espaço onde se insere fazem dela um monumento...


O Chá de Sintra gostou de andar por lá...





Read more...

  © Blogger template On The Road by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP